Ser feliz ou ter razão.

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Raciocínio lógico nunca foi minha praia, desconfio que tivemos poucos acertos juntos. Não nos amamos e receio que nossa relação seja para sempre baseada na necessidade e não na vontade. Segundo o dicionário, Raciocínio Lógico é uma “atividade mental que, por meio de instrumentos indutivos ou dedutivos, fundamenta o encadeamento lógico e necessário de um processo argumentativo.”

Pois bem…dia desses, na última prova de concurso público que eu prestei, deparei-me com uma prova de Raciocínio Lógico que me fez ter vontade de subir na cadeira e pular de felicidade, porque inacreditavelmente eu consegui responder praticamente todas as questões sem muita dificuldade. Quando tive acesso ao gabarito da prova, descobri que obtive quase 100% de aproveitamento nessa matéria. Foi então que meu estado de êxtase ficou completo.

Não, infelizmente eu não me tornei uma exímia matemática da noite para o dia, simplesmente a banca examinadora mudou a rota comum e decidiu focar no Raciocínio Analítico que é uma área da lógica também chamada de “lógica informal”, pudera, tendo esse nome não existia a possibilidade de não termos nos dado tão bem. Interessada em conhecer melhor meu mais novo amigo informal (amo amizades informais), fiz uma pesquisa que acho muito válida compartilhar com vocês:

“Ao contrário da lógica formal, onde os argumentos são simplesmente classificados como Válidos ou Inválidos, na lógica informal temos uma série de possibilidades: um argumento pode ser mais sólido ou menos sólido, uma premissa pode reforçar ou enfraquecer um argumento, uma conclusão pode ser mais provável ou menos provável…”

Não é encantador, democrático e apaixonante esse tal de Raciocínio Lógico Analítico? Mas, qual a relação dele com o post de hoje? Para mim, todas! Estamos na era do ter razão! Tenho uma ligeira impressão de que trocaram a amada tese do amado Shakespeare: “ser ou não ser, eis a questão.” pela tese: ter ou não ter, eis a razão. Estamos mais ocupados com o ter do que com o ser? Preferimos ter razão do que sermos felizes? Invertemos as prioridades? Formalizamos as emoções? Racionalizamos os sentidos?

Eu não sei você, mas eu não quero ter razão, eu quero ser feliz! Ainda que para isso, eu me sinta diariamente fora de encaixe, percorrendo na contramão, enquanto buzinas e luzes altas gritam e me alertam sobre o “caminho errado”. De quando em vez, eu me deparo com um amigo informal, que escolheu percorrer o mesmo caminho e nessas horas eu sinto vontade de parar, subir no teto do carro e pular de felicidade!

Priscila Lima

4 comentários sobre “Ser feliz ou ter razão.

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