“Justo a mim coube ser eu!”

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Quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós? A pergunta que nunca cala. Dita de tantas formas que até exala. De outro modo não poderia ser, temos essência, decência, valência…

Caetano Veloso diria que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Almir Sater diria que cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz. Engenheiros do Hawaii, diriam: somos quem podemos ser; sonhos que podemos ter.

Todos eles cantam e me encantam, mas hoje fico com a resposta de Mafalda a quem concedo breve apresentação: Mafalda é uma personagem de histórias em quadrinhos do cartunista argentino, Joaquín Salvador Lavado, popularmente conhecido como Quino. “As tiras de Mafalda apresentam uma visão límpida da sociedade argentina da época em que foram criadas, questionando o status quo por meio dos olhos de uma menina de 6 anos sem soberba, que adora os Beatles e odeia sopa, e é crítica ferrenha de valores quase patriarcais, colonialistas e antipovo da elite de seu país.”

Em resumo, Mafalda é uma criança, e como tal, preserva sua autenticidade com alegria, gentileza, ternura e apreço, tudo isso, sem deixar seus posicionamentos e inconformismos de lado. Mafalda, diria: justo a mim coube ser eu!

Parece óbvio, mas há quem acredite e faça de tudo para não ser quem se é. Há ainda, aqueles que querem que o outro seja diferente. Quanta inconsistência! E quão melhor seria a vida se passássemos a apreciar o que nos cabe. A mim, cabe ser eu! A você, cabe ser você! E a nós, cabe, no mínimo, respeitar o que se é: na primeira, na segunda e na terceira pessoa.

Cabe ainda ressaltar que “o humano é perfectível, nunca perfeito.” Portanto, é chegada a hora de compreendermos que estamos em constante estado de aperfeiçoamento, mesmo que nunca alcancemos a perfeição. Dito o que nos cabe, finalizo com Guimarães Rosa:

“O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”

Priscila Lima

5 comentários sobre ““Justo a mim coube ser eu!”

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