O benefício é de quem?

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Passei uma vida acreditando que ter muitas dúvidas era, no mínimo, uma característica ruim. Já adulta, no mundo jurídico, minha crença foi corroborada quando conheci a seguinte expressão: “concedo-lhes o benefício da dúvida.” Afinal de contas, nenhum benefício era concedido a quem tinha dúvidas e sim a outrem.

Agora, no mundo das possibilidades, inauguro uma nova vida: na dúvida, ame! Ter dúvidas, não nos torna menos assertivos. A dúvida instiga, aprofunda e por que não dizer que ela inclusive nos aperfeiçoa? Já que nos tornamos mais suscetíveis para acolhermos as incertezas da vida.

Desconfiemos sim, das certezas absolutas, opiniões estáticas e verdades imutáveis. A vida exige riqueza de detalhes, reflexão amiúde e mudança de perspectiva. Neste ponto, voltamos aos benefícios da dúvida. E que tal começarmos pelo amor?

Parece clichê, mas o que fazemos verdadeiramente com amor, que é necessariamente desinteressado, encontra infinitas formas de beneficiar, não apenas ao próximo, mas sobretudo a nós mesmos.

Quando nossas ações, reações ou mesmo meras reflexões estão revestidas da magnitude que só o amor alcança, ainda que nos encontremos no meio de um turbilhão de dúvidas, estaremos agraciados pela paz que a todo custo buscamos e que por incontáveis vezes não encontramos.

Tenha, promova e acolha suas dúvidas e na dúvida, ame! O benefício é seu, é meu, é nosso!

Ps: Na dúvida, publico.

Priscila Lima

2 comentários sobre “O benefício é de quem?

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